Câncer de Pele

Câncer de Pele
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O câncer da pele não melanoma é o mais prevalente no Brasil, com 134.170 novos casos previstos apenas em 2013. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. O melanoma é o tipo mais agressivo e letal de câncer da pele.

Esses tumores variam de acordo com a localização, tamanho, agressividade do câncer e saúde geral do paciente. Na maioria dos casos, o dermatologista realizará a retirada da lesão (biópsia) para avaliar que tipo de comportamento essa lesão possui e as margens cirúrgicas através do exame anatomopatológico, quando necessário é realizada outra cirurgia para ampliação das margens cirúrgicas.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.

Apesar da incidência elevada, o câncer da pele não-melanoma tem baixa letalidade e pode ser curado com facilidade se detectado precocemente. Por isso, examine regularmente sua pele e procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos.

O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:

• Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
• Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
• Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes.

Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos.

Pessoas com risco elevado para melanoma devem permanecer alertas. Os fatores de risco são:
• olhos, cabelos ou pele clara;
• sardas;
• muitos nevos;
• histórico pessoal ou familiar de melanoma ou de cânceres não melanoma;
• sensibilidade ao sol;
• incapacidade de se bronzear; queimaduras solares frequentes ou intermitentes;
• um grande nevo presente desde o nascimento ou um nevo displásico.

Conheça a sua pele, faça autoexame todos os meses. Vá a um lugar bem claro e, com a ajuda de um espelho de corpo e outro de mão, examine todas as áreas do corpo, inclusive couro cabeludo, planta dos pés e entre os dedos dos pés e das mãos.

É sempre bom prevenir, mesmo que as neoplasias sejam curáveis se detectadas e tratadas precocemente. Adquira hábitos saudáveis e siga as recomendações sobre fotoproteção da SBD:
• Use chapéus, camisetas e protetores solares.
• Evite a exposição solar e permanecer na sombra entre 10h e 16h (horário de verão).
• Na praia ou na piscina, use barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
• Use filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada três horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
• Observe regularmente a própria pele, à procura de lesões suspeitas.
• Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
• Consulte o dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo. É importante informar sempre que suspeitar de mudanças ou sintomas.

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